Uma Crítica da Bible Unearthed: Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts (Bíblia não tinha razão)

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Com certeza não existe obra mais citada pelo publico internacional do que “Bíblia não tinha razão”, um livro polêmico e questionador segundo alguns sobre a construção dos textos sacros da Bíblia. Porém essa afirmação de ‘polêmico‘ vem geralmente daqueles que não possuem treinamento no Antigo Oriente Próximo. Pois aqueles que estão familiarizados com o Antigo Oriente Próximo e teorias críticas, sabem muito bem que os autores que afirmam no livro, estão repetindo o que a erudição do Antigo Testamento repete a mais de cem anos. Finkelstein e Silberman afirmam que as famosas histórias onde Deus chama Abraão e faz lhe promessas para toda a nação, a saída dos hebreus no Egito, a consolidação do reino de Davi e glorioso Reino de Salomão não possuem atividade histórica. O Antigo Testamento na visão dos  expositores se resume em última palavra  “conceito ideológico, imaginação, ficção e invenção’’ dos escritores bíblicos. Mas é notável que esse tipo de exposição não vem de agora, mas sim há mais de um século atrás, quando Wellhausen avançou argumentando por meio de investigações críticas que a Torá era originalmente quatro documentos separados escrito muito tempo depois de Moisés.

                                                   Conjecturas Anacrônicas

  • Segundo Finkelstein e Silberman – Agora sabemos através de pesquisas arqueológicas que os camelos não eram domesticados como animais de carga antes do final do segundo milênio e não eram amplamente usados ​​naquela capacidade no antigo Oriente Próximo até bem depois de 1000 a.C.

Abundante material cuneiforme tem sido coletado, transliterado e publicado, e assim nos ajuda a documentar a situação da domesticação de camelos no Oriente Próximo por volta do 2º Milênio, época do patriarca Abraão. Evidências vindas de listas lexicais do Antigo Período Babilônico, correspondente aos séculos XIX a.C., apresentam o camelo entre os animais selvagens  como am-si har-ra-an-na.[1] Ademais, o camelo é mencionado em um comprimido cuneiforme de Alalakh (Síria) no século XVIII a.C. como GAM.MAL.[2] Na província egípcia de Faym foi encontrado um crânio de camelo, datado do estágio da “Cerâmica A”, isto equivale de 1400 a 2000 a.C., data que se encaixa na era patriarcal.[3] Escavações no sudoeste da Arábia em Umman-Nar em Abu-Dabi descobriram 200 ossos de camelo no terceiro milênio a.C. e a domesticação  é retratada no período do Egito pré-dinástico, isto é, 3150 a.C. com homens montados e conduzindo camelos.[4]

  • Finkelstein e Silberman – A caravana de camelos carregando “resina, unguento e mirra’’ da história de José revela familiaridade com os principais produtos do lucrativo comércio árabe que floresceu no século VIII e VII a.C. (período neo-assírio).

A variedade e utilização de cosméticos nos dias de hoje, nos dão uma notável visão tanto no cheiro, beleza, e higiene daqueles que um dia foi usado por todo o Oriente Próximo. No Egito do tempo de Ramsés (século XIII a.C.), certo papiro egípcio menciona 600 hin de “óleo de ungir” para uma turma de trabalhadores; a outros trabalhadores foi dado “unguento para ungi-los, três vezes, por mês”[5]. Além disso a mirra era capaz de ser diluída para formar um produto cosmético líquido. Tal líquido era conhecido pelos cananeus no segundo milênio a.C.[6] e de acordo com Heródoto parece ter ser sido usado pelos egípcios para embalsamento.

  • Segundo Finkelstein e Silberman – O encontro de Isaque e Abimeleque, rei dos filisteus na cidade de Gerara (Gênesis 26:1) seria resultado de um Anacronismo. Isto porque os Filisteus que migraram da região do Egeu para Canaã, aparecem em cena somente no século XII a.C.

Em primeira instância o texto não precisa ser entendido como filisteus. Já que a cerâmica filisteia é derivada de cerâmica egeia e classificada como miceneana III.C.1.b. Isso serve como testemunho antecessor para os filisteus. Outra evidência da cultura material, vem dos anais de Ramsés III no século 12º a.C. onde é mencionado pelo nome psrt nos quais figuram entre os “Povos do Mar” conhecidos por destruírem o Império Hitita. Isto ao menos denota a influência que os Minoanos da Idade do Bronze Antiga tinham nas origens dos filisteus[7]. Diante disso há indícios de expansão comercial no período minoano médio II que datam do século XX a.C. ao século XVIII a.C. com objetos de manufatura exercidos na área do mar Egeu e que tenha sido encontrados em Ras Shamra (Ugarit), Hazor (Palestina) e Abidos (Egito). Portanto isso fornece contatos tangíveis de conexão comercial de Canaã a Creta (mar Egeu), muito antes dos filisteus do século 12º a.C.

  • Finkelstein e Silberman – Os Arameus não são mencionados como grupo étnico distinto nos textos do Antigo do Oriente Próximo antes de cerca de 1100 a.C.

Embora não haja nenhuma literatura que os arameus tenham deixado, sua presença é amplamente documentado no segundo milênio a.C. na onomástica semítica “Aramu” no qual é mencionado em fontes cuneiformes do 3º milênio a.C. a exemplo da terceira dinastia de Ur, bem como 2 milênio a.C. em Mari (Síria) século XVIII a.C. Uma curiosidade interessante é que em Alalakh mais ou menos por esse tempo, aparece a forma “Arammu’’ exibindo um tipo duplo “m” semelhante ao hebraico “rammi” = Arameu, esse exemplo demostra que o nome pessoal Arã do Antigo Testamento está em vigor naquele período.  Outro exemplo da antiguidade de arameus no segundo milênio é a declaração do termo Akhlamu que designa amorreus e mais tarde arameus. Essa palavra funciona como substantivo próprio no século XIII e XIV a.C. bem como um povo arameu no século XVIII a.C. É bem provável que existissem tribos aramaicas no segundo milênio a.C. em deferência do uso Akhlamu desde o Antigo Período da Babilônia.

  • Finkelstein e Silberman – Edom não existe como entidade política até um período relativamente tardio. De fontes assírias, sabemos que não havia verdadeiros reis nem um Estado em Edom antes do final do século VIII a.C. e a cidade só aparece em registros antigos como entidade distinta depois da conquista da região pelo império assírio.

Isso é refutado pelas escavações dirigidas por Thomas Levy nos assentamentos de Wadi Feinan.  As escavações no cemitério sugerem que até pelo menos até o século X a.C havia uma grande população nômade nas terras baixas com seus marcadores étnicos próprios, tais como mortuário circular e práticas funerárias. Alguns desses rituais incluíam a colocação de incenso em mortalhas de couro, e oferendas de sepulturas usando romãs. De acordo com Levy, na ausência de classificação de monumentos funerários o cemitério reflete o mesmo tipo de organização social como implícito no ‘Cântico do Mar’ que afirma que chefes governaram em Edom (Êxodo 15:11) no final da Idade do Bronze Final – um padrão que segundo Levy pode ter estendido para o século X a.C. Além disso, segundo Levy em seu estudo[8] ele aponta que os escaravelhos egípcios e selos encontrados em Khirbet en-Nahas e Wadi Feinan indicam que os nômades tinham conexões com o Egito desde o final do século XV a.C. até o século X a.C.

  • Finkelstein e Silberman – Reis do leste em Gênesis 14 –

Embora não possa ser identificado com nomes de pessoas no Antigo Oriente Próximo, é possível demonstrar como que os nomes bíblicos soam semelhantemente em fontes cuneiformes do 2º milênio a.C.  Arioque pode muito bem ser equiparado aos substantivos pessoais hurrianos ari-aku e ari-ukku[9] , Querdorlaomer tem sido comparado com o elemento kuddur na onomástica elamita, mesmo assim ele não pode ser identificado concluidemente. Tidal poder ser visto claramente como nome de reis hititas Tudḫaliyaš. Outra sugestão válida é a ponderação de Speiser nesse capítulo é do verso 18 no qual é o equivalente Sarru (m) ken[10] do dialeto (misto) cananeu-cuneiforme usados pelo escribas de Canaã do século XIV a.C. que significa “o rei é justo”, um título largamente usado por reis do Oriente Próximo.

  • Finkelstein e Silberman – A cidade de Harã desempenha papel dominante nas históricas dos patriarcas e textos neo-assírios mencionam cidades na área de Harã cujas denominações se parecem com os nomes de Terá, Naor, Sarug.

  Isso se caracteriza como falácia óbvia. Já que Naor é encontrado nos textos de Mari do século XVIII a.C bem como Serugue são topônimos acadianos autênticos no segundo milênio a.C. Semelhantemente Harã era habitada por amorreus do norte da Mesopotâmia relatado pelos textos de Mari.  Alguns estudiosos afirmam que ortografia do nome Terá é ligado com forma hebraica  “yareah  חרי lua”, o que assim daria a entender que fosse devoto do deus-lua no qual a cidade de Harã preservou um templo de Sin, o deus da lua.

  • Finkelstein e Silberman – O Êxodo aconteceu?

Finkelstein agora traz uma questão de ausência arqueológica como evidência que os israelitas jamais penetraram o Egito. Nesse ponto desse artigo, a evidência que proponho será filológica, para ao menos apresentar um resumo de evidências.[11]

A enorme variedade da literatura egípcia do segundo milênio a.C. especialmente do Reino Médio e do Novo Reino,  oferece um excelente vislumbre de contatos semítico-egípcios vistos na Iconografia, Religião, especialmente Literatura e Língua que serão consideradas aqui. Por exemplo o Papiro Brooklyn 35.1446, menciona 77 escravos, das quais 48 são asiáticas =  semitas, muito do material semítico nesse nomes se assemelham ao nomes hebreus. Abaixo eu resolvi de fazer um resumo bem básico de alguns nomes bíblicos que tem amplo contato egípcio tanto em etimologia ou empréstimo linguístico.

Nomes bíblicos que possui conotação em egípcio.

  • Aser: É autentico nome pessoal noroeste semítico atestado no século XVIII a.C.
  • Asenate: Em egípcio (w) s-n-x sendo que X[12] é o nome de uma divindade, esse nome é comum no Reino Médio.
  • Moisés: Um participativo ativo do verbo hebraico Masah. A forma gramatical é relacionado ao nome Ramese que se pronunciava mashe, e depois Moshe.
  • Nilo: Derivado de um termo egípcio itrw na forma de i’r (w) corrente desde a XVIIIª dinastia egípcia.[13]
  • Potifar: Nome egípcio P’-di-X, onde X é uma divindade.
  • Fineias: Nome de origem egípcia P’ –nhsy no período do Novo Reino.
  • Copeiro: Se iguala ao termo egípcio wdpw do reino Médio.
  • Zafenate Paneia: Um nome egípcio ipha’nkh comum no Reino Médio.

É permeável por esse capítulo que Finkelstein chega ao ponto de afirmar que o confronto entre Moisés e o Faraó é uma história epônima, inspirada na invasão do Faraó Neco II em Megido, quando este matou Josias de Judá. Ele não nega esse acontecimento, mas argumenta que a história de Moisés e do Faraó é uma composição tardia do VII a.C. Isso é resultado de ignorar a Estela de Merneptá, que apesar de citá-lo ele não discute filologicamente. Além de apelar para as Cartas de Amarna do século XIV a.C. e afirmar que não é mencionado entre as correspondências diplomáticas do Egito com países vassalos. Deve ser dito que muitos dos nomes e topônimos bíblicos aparecem nos arquivos de Amarna como Jerusalém, Melquisedeque e Bem-Ami. Além disso, o material linguístico hurriano documenta os nomes bíblicos como Talmai e Sesai no segundo milênio a.C.

  • Segundo Finkelstein e Silberman – A evidência de uma histórica conquista de Canaã pelos israelitas é fraca.

Mas essa conclusão parece negar as fontes egípcias, elementos filológicos e com os recentes estudos de formas literárias no texto em comparação com campanhas militares de exércitos do Antigo Oriente Próximo.  Existe um certo conjunto de evidências vindo de fontes do 2º milênio a.C. que nos ajuda assim pelo situar a conquistar israelita na Idade do Bronze Final.

– A transição da Idade do Bronze recente para a Idade do Ferro I foi um período de muita migração entre os povos de todo o levante. É sabido que nessa época os registros egípcios mencionem os Filisteus que assaltaram a Síria-Palestina, e além disso os Arameus fundaram pequenos estados e emergiram ao redor de Damasco. Essa interação de povos semíticos e indo-europeus se ajusta a entrada dos Israelitas em Canaã.

 – É mencionado em Josué 2:15 que a casa de Raabe estava sobre  o muro de Jericó. Este fato é importante, porque o muro conecta ao termo “parede”. Essa consideração é importante pois o tipo de parede é uma única linha de tijolos de barro não cozido ou melhor um pequeno círculo de casas de tijolos de barro que formam uma parede contínua ao redor do centro. Um círculo de casas desse tipo poderia incluir uma pousada como a de Raabe, bem como estruturas que serviam ao governo para fins militares ou militares. As instruções do final da Idade do Bronze para a torre de comandantes hititas proíbem a construção de uma pousada que abriga prostitutas perto na  parede da fortaleza.[14]Isso denota que tal relato não foi uma conspiração ideológica judaica, de um período mais tardio como outorga os autores da Bible Unearthed, mas que tal fenômeno era comum as culturas da Idade do Bronze.

– O Material Semítico ocidental faz paralelo com a Festa dos Pãos Ázimos, Hess em seu estudo demostra que festivais de sete dias feito pelos israelitas não eram únicos, mas em Emar (Síria) revelou festivais de sete dias que começam no dia 15 do primeiro mês, assim como a Festa do Pãos Ázimos.[15]

                   PERSPECTIVA DA OBRA – VOLTA AOS DIAS DE JULIUS WELLHAUSEN

De fato o objetivo dessa ‘Nova’ Arqueologia do antigo Israel, é contradizer o texto bíblico e zelar pelo compromisso ao Criticismo literário do Antigo Testamento. Essa onda de minimalismo ou revisionismo começa em 1974 quando Thomas l. Thompson publica sua dissertação de Doutorado The Historicity of the Patriarchal Narratives, questionando o material arqueológico do segundo milênio com o texto bíblico, assim como John Van Seters com sua obra Abraham in History and Tradition que amplamente nota equívocos entre os dados do segundo milênio com a História dos Patriarcas. Essa dupla junta-se mais tarde com Philip R. Davies, Keith Whitelam e Niels Peter Lemche que viriam ser os porta-vozes dessa corrente em estudos bíblicos. Entretanto Finkelstein não se vê como um minimalista, mas como é razoável sua retrogressão da Cronologia da Idade do Ferro, querendo afirmar que o reino de Davi chega próximo 900 a.C., do que 1000 a.C. E por várias outras sugestões observadas na sua obras. Cabei muito bem o termo ‘minimalista’.  Como sabemos toda essa mudança na datação, bem como esse ceticismo na história bíblica. É mais um retorno a principal voz nos estudos críticos das origens do Pentateuco (Julius Wellhausen). É lembrado que a predominância de Seters e Thompson no início do movimento, se refere a um ataque a antiga Escola de Abright nos anos de 1940-1950 de que havia documentação arqueológica para Abraão, Isaque e Jacó. Assim a História de Israel não era mais vista como lendária, mas era possível determinar seus detalhes, com base em costumes sociais, nomes pessoais e dentre outros.

                                                       CONCLUSÃO

Em última palavra quero destacar o fato que houve várias respostas a Finkelstein, nos quais considero de importância singular mencionar aqui para o leitor possa checar as fontes necessárias. Kenneth Kitchen em On the Reliability of the Old Testament: Aqui o principal especialista do 3º Período Intermediário do Egito refuta os ideiais de Finkelstein, bem como daqueles que pertencem a Escola de Copenhague. Richard Hess em Critical Issues in Early Israelite History: Uma excelente coleção de ensaios acadêmicos onde uma turma de estudiosos se reúne para oferecer uma refutação aos de Copenhague sobre as origens de Israel. James K. Hoffmeier em Israel in Egypt: Nesse volume um Egiptólogo examina a história bíblica e fornece evidência arqueológica para Êxodo. A Bible Unearthed deve ser usado por todos os estudantes da Bíblia Hebraica como uma introdução arqueológica, mas com devida cautela pois suas afirmações são da maior parte considerações pessoais e hipotéticas.

Por Jean Carlos

[1]   How to Classify Pigs: Old Babylonian and Middle Babylonian Lexical Texts. Pp. 25-29 in Cécile Michel and Brigitte Lion (eds.), De la domestication au tabou : le cas des suidés dans le Proche-Orient ancien, Paris 2006.

[2] Wiseman, JCS, XIII, 1959, P. 29, e Goetze. Ibid p. 37 sobre o texto 269, linha 59. Lambert (BASOR, 160, 1960, p. 42, 43).

[3] O. H. Little, Bulletin de I’Institute d’Egypte, XVIII, 1935-1936m p. 215).

[4] Sala, Renato, The Domestication of Camel in the Literary, Archaeological, and Petroglyph Records, Jornal of Arid Land Studies. (2016).

[5] Caminos, (Late Egyptian Miscellanies, 1954, p. 307, 308, 312, 470).

[6] (C. H. Gordon, Ugaritic Literature [1949], p. 130).

[7] Deve ser dito que José Amadeu Coelho Dias em sua dissertação de doutoramento em 1993 sobre as origens dos filisteus, tenta ao menos ‘refutar’ as evidências epigráficas de fontes egípcias sobre uma origem do mar Egeu (Creta) e conduz a uma origem na Asia Menor (Anatólia-Hitita). Há ampla disputa acadêmica sobre as origens filisteias. Porém a questão bíblica não muda em nada. Já que os filisteus muito bem podem ter tido migrado entre as várias regiões da área do egeu desde Creta, Chipre e Anatólia. Veja DIAS, Geraldo J. A. Coelho, Hebreus e Filisteus na terra de Canaã. Nos pródromos da questão palestiniana, Porto, Faculdade de Letras, 1994, 201-211. (Dissertação de Doutoramento).

[8] Thomas E. Levy et al., “Lowland Edom and the High and Low Chronologies: Edomite State Formation, the Bible, and Recent Archaeological Research in Southern Jordan,” pp. 129-163 in T. E. Levy and T. Higham eds., The Bible and Radiocarbon Dating: Archaeology, Text and Science (London: Equinox, 2005).

[9] Entretanto identificar com Ari- Wuku filho de Zimrilim de Mari, como alguns estudiosos do passado sugeriram, reverteria uma data mais cedo a Abraão.

[10] Ephraim A. Speiser, Genesis: A New Translation with Introduction and Commentary (AB 1; New York: Doubleday, 1964)

[11] Os dados não provam a história bíblica, mas fornece indícios de antiguidade. Veja a conclusão desse artigo, onde é listado vários estudos que demostram sinais de genuinidade da Tradição do Êxodo.

[12] Isso quer dizer que ele pertence a uma deusa. Outro exemplo vem das Cartas de Amarna do século XIV a.C. onde muitos de líderes de cidades da palestina tem nomes como servo de X, onde X é uma divindade. Semelhantemente em algumas partes da Bíblia onde se refere como Servo do SENHOR.

[13] (A. Erman e H. Grapow, Worterbuch der Aeegyptischen Sprache I, 1926, p. 146; T. O. Lambdin, JOAS, LX-XIII, 1953, p. 151).

[14] Hess, R. S., “The Jericho and Ai of the Book of Joshua”, in R. S. Hess – G. A. Klingbeil – P. J. Ray, Jr. (eds.), Critical Issues in Early Israelite History (Bulletin for Biblical Research Supplement, 3; Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2008).

[15] Critical Issues in Early Israelite History. Edited by R. S. Hess, G.A. Klingbeil, P. J. Ray Jr.. Bulletin for Biblical Research Supplement 3. Winona Lake: Eisenbrauns, 2008.

 

2 comentários em “Uma Crítica da Bible Unearthed: Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts (Bíblia não tinha razão)

  1. Excelente artigo, Jean! Descobri seu site recentemente e não paro de acessar. Espero ver mais artigos compilando evidências da arqueologia para o antigo testamento (acerca do império de Davi e Salomão, p.e) e mais artigos respondendo as afirmações e argumentos dos minimalistas. É quase impossível encontrar conteúdos críticos a teoria documental aqui no Brasil.

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