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                                                         As Origens de Israel

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                                                                  Prefácio

Durante o século XIX foi apresentado ao círculos acadêmicos uma metodologia literária que mudaria completamente o foco da pesquisa bíblica da época. A prestigiada ”Hipótese Documental”, tão bem aceita no estudo do Antigo Testamento. Com certeza as direções da erudição bíblica não foram mais os mesmos na Alemanha foi aceito por todos os círculos de eruditos profissionais, avançando na França e sendo exposto no Reino Unido. A oposição veio logo de ataques de William H. Green, Robert D. Wilson, do Seminário de Princeton, Archibald H. Sayce proeminente assiriologista da Inglaterra, e do estudioso líder alemão Ernst W. Hengstenberg. Em última escala a oposição veio de não conservadores William B. Eerdmans é lembrado por sua ferrenha oposição  na análise documentária.

Em 1970 um grupo de eruditos notavelmente trouxe uma revolução no desenvolvimento literário do Antigo Testamento, concentrando-se principalmente sobre a origem e data da literatura bíblica. Abandonando pois os velhos paradigmas da Arqueologia Bíblica do Orientalista W. F. Albright, e trazendo uma nova abordagem a Teoria Documental de que a História de Israel não é nada mais senão ”Criação imaginária dos escritórios bíblicos”. Esses estudiosos mais notavelmente  como John Van Seters, Keith Whitelam, Niels Peter Lemche, Philip R. Davies, Thomas L. Thompson formaram o grupo de desconstrucionistas, desde então se unindo com o propósito de ‘‘Reconstruir a história bíblica’’. Este colapso na erudição bíblica abriu as portas para um novo paradigma que permanece temporariamente na questão da datação da formação da Bíblia Hebraica, após o Cativeiro babilônico 6º a.C. A visão minimalista de que a produção literária do Antigo Testamento iniciou a partir do 6º Século a.C. quando os judeus estavam sobre domínio babilônico, não chegou a ser a visão mainstream (principal) no estudo do Antigo Testamento, porém houve sérias dúvidas quanto a datação da literatura bíblica, esses ataques a própria perspectiva minimalista veio do eminente estudioso alemão Rolf Rendtorff em sua obra (Das uberlieferungsgeschichtliche Problem des Pentateuch, BZAM 147, Berlin: de Gruyter, 1977) onde Rendtorff criticava aqueles que datam fonte J num período mais tarde e R. N. Whybray (The making of the Pentateuch: A Methodological Study, JSOTSup 53 Sheffield: JSOT Press, 1987) levanta uma série de objeções a teoria clássica por exemplo, se os escritores primitivos não toleravam a contradição e a repetição, porque os escritores hebreus se deleitariam?

Estudiosos de perspectiva maximalista reagiram em oposição aos minimalistas, esses ataques vieram principalmente de estudiosos bíblicos, semiticistas e egiptólogos. Enquanto que a maioria da ala minimalista não era treinada em métodos estratigráficos e arqueológicos, e rejeitavam estudos filológicos, os maximalistas atacaram exatamente apontando esse fator na Teoria Documental. O fato de apenas ser teoria e não fato científico. Talvez um dos mais ardentes defensores da historicidade no Antigo Testamento e inimigo dos minimalistas seja Kenneth A. Kitchen atualmente aposentado da Universidade de Liverpool, mas anteriormente Professor emérito de Egiptologia em sua última obra (On the Reliability of the Old Testament. Eerdmans, 2003) onde ataca totalmente o grupo minimalista, ele apresenta uma coleta de dados impressionante que em minha opinião, poucos estudiosos estão tão preparados para trabalhar com uma variedade de textos do Antigo Oriente Próximo.

Maximalistas como James K. Hoffmeier (Ancient Israel in Sinai: The Evidence for the Authenticity of the Wilderness Traditions: Oxford University Press 2005., Alan Millard (Faith, Tradition, and History: O.T. Historiography in Its Near Eastern Context. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 1991 K. Lawson Younger (Ancient Conquest Accounts: A Study in Ancient Near Eastern and Biblical History Writing (JSOTSup 98; Sheffield: JSOT Press, 1990), Gary A. Rendsburg (Linguistic evidence for the northern origin of selected Psalms. (Society of Biblical Literature Monograph Series, no. 43.) [xiv], 143 pp. Atlanta, Georgia: Scholar’s Press, 1990), Richard S. Hess (Critical Issues in Early Israelite History. Bulletin for Biblical Research Supplement 3. Eisenbrauns, 2008) apresentaram dezenas de pistas e evidências arqueológicas, linguísticas e literárias que mostram que a literatura vetorestementária não foi construída mais tarde no cativeiro da Babilônia, mas sim que seus elementos literários, pessoais, lexicais e estilísticos usado pelos escritores bíblicos era totalmente comum em paralelo a literatura do Antigo Oriente Próximo.

                                                     Visão e Objetivo

Este site pretende ser referência no estudo do Antigo Testamento em Língua Portuguesa, visto que há uma ausência de material comparativo nessa área no Brasil. O autor dos artigos compartilha uma visão não conservadora em muitos tópicos relacionados historicidade da Bíblia. Tal espaço conecta a História de Israel com seu background [Antigo Oriente Próximo], a fim de avançar no processo de entender a História Hebraica, e demonstrar que muita da ideologia do criticismo literário tem fracassado em suas abordagens internas. Muito dos artigos expostos aqui, pontua claras advertências contra Apologistas cristãos que não são treinados na Arqueologia do Levante, Linguística e campos cognatos  do Oriente Próximo. Além disso, muitos dos debates fervorosos que há no campo dos estudos do Antigo Testamento, serão publicados aqui, bem como artigos publicados em revistas acadêmicas e a consequente autorização preliminar dos autores. A dívida e a responsabilidade para com os autores é toda minha.