Hebraico Bíblico: Considerações básicas

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                                                            Introdução

O hebraico bíblico tem sido estudado desde o período medieval por gramáticos judeus e árabes. Embora haja evidências de pequenos comentários de midrash feito muito antes da ascensão do estudo crítico do Hebraico na Europa, os indícios nos levam até pelo menos a metade do século XIX, onde o Lexicógrafo Gesenius lançou o tratamento padrão na Lexicografia Hebraica.[1] Sendo referência até hoje e base de modernos léxicos. Gesenius inaugurou uma nova era para estudiosos do Hebraico Bíblico e Semítica Comparativa, pois incorporou os resultados obtidos nas Línguas Semíticas. É claro, que nesse período, recentes escavações estavam sendo feitas e a Literatura Semítica estava chegando a tona, pouco a pouco, pois afinal foi necessário esperar quase um século para que novos sítios arqueológicos fossem escavados e novo material pudesse ser catalogado, como Ebla, Ugarite e Mari.

As investigações arqueológicas proporcionaram um impacto gramatical lançando novas luzes no vocabulário do Hebraico Bíblico que ajudou exegetas e filólogos no trabalho exegético, para tentar solucionar problemas no texto hebraico e grego (LXX). As descobertas em Ugarit em 1929 de um novo material linguístico, providenciou um imediato recurso para os estudos bíblicos. O rápido reconhecimento dos estudos ugaríticos deve-se a sua Língua, por se caracterizar como língua semítica ocidental e possuir muitas correlações com o hebraico bíblico. Não somente a descoberta dessa nova língua semítica, ajudou a interpretar melhor o hebraico, mas o material encontrado ali em Egípcio, Hitita, Hurriano e Sumeriano fizeram uma pequena contribuição.

Já em 1933, foi dado progresso arqueológico em Mari na Síria, o que resultou na descoberta de 25 mil tabuletas cuneiformes em Acadiano, parte desse material em Acadiano e uma nova língua agora disponível o Amorita. Assim como o Ugarítico, o Amorita é identificado como Língua Semítica Ocidental o que despertou interesse em estudiosos bíblicos nesse período foi que muitas palavras no Amorita eram similarmente parecidas com o Hebraico como bel sade um epíteto em Amorita e el sadday no hebraico popularmente conhecido como “Todo-Poderoso.”[2]

Em 1964 o objeto de escavação foi Ebla no Norte da Síria onde cerca de 25 mil tablets cuneiformes na Língua Eblaíta foram descobertos. Próximo ao Acadiano e com numerosas inovações linguísticas, não deixou de ter um volume substancial de características Noroeste Semíticas relacionado ao Hebraico Bíblico. Embora sua ortografia parecesse dificultosa e sua classificação esteja no Semítico Oriental ela ainda é uma questão aberta sem uma consenso definido.

Todas essas descobertas arqueológicas de uma variedade de lugares do Oriente Médio ajudou a aprimororar os estudos filológicos tanto para o Hebraico e Aramaico como para a Linguística Semítica. É importante reconhecer não somente o valor que o estudo epigráfico e filológico tem para as Línguas Semíticas, mas o que o estudo arqueológico serve as demais disciplinas como fonte primária na recuperação da documentação literária e textual. O hebraico tem sido objeto de estudo por muitos campos arqueológicos, históricos, filológicos, epigráficos, literários e computadorizados.[3] Embora, haja seus diversos climas de debate na própria linguística do Hebraico, o que é imparcialmente normal. Já que discussões acadêmicas sempre promovem um derramamento de dados e ajudam redefinir sua Classificação, Sintaxe, Sistema Verbal entre outras.

                                                 Algumas Características

Hebraico é uma das Línguas Cananitas que compõem o grupo de Línguas Noroeste Semíticas (Amorita, Ugarítico, Aramaico e Fenício). Além do hebraico ser classificado como Cananita, outras línguas são frisadas como o Moabita, Edomita e Amonita. Esses são chamados de línguas da Transjordânia. Outras idiomas, como o Acadiano e o Eblaíta pertencem ao ramo oriental Semítico, ao passo que o Árabe é Central Semítico.

A evolução do hebraico bíblico pode ser rastreado do segundo ao primeiro milênio a.C, conhecida nos seus estágios iniciais como Hebraico Arcaico, encontrado exclusivamente em alguns capítulos do Pentateuco e partes que compõem a seção poética (Gn 49, Êx 15, Nm 23-24 Dt 33, Jz 5, Sl 29, 68, 72 e 78.) e é semelhante aos textos Ugaríticos do século XIV a.C. Já as porções que constituem de Gênesis a II Reis, é nomeado como Hebraico Pré-exílico ou Clássico, que data a partir do século X ao IV a.C. O hebraico tardio é utilizado em Esdras, Neemias, II Crônicas e Daniel. Nesses livros é grande o destaque pela influência aramaica no Léxico e na Morfologia. O hebraico pós bíblico é representado pelos Manuscritos do Mar Morto e pela literatura rabínica e mishná.

As principais fontes para o estudo do Hebraico é a própria Bíblia Hebraica que constitui o principal corpus de dados e o hebraico epigráfico aquele encontrados nas inscrições da Idade do Ferro não muito diferente da escrita consonantal. O hebraico epigráfico é parecido com o Fenício e pode ser encontrado na região de Samaria refletido pelo dialeto do Hebraico israeliano.

                                                                Fonologia

O Hebraico Bíblico perdeu todas os 3 inter-dentais Proto-Semítico ∗d, ∗θ,∗θ. como também o lateral enfático ∗´s. ou ∗d. e o fricativo velar ou ovular ∗´g,∗h e através dos interdentais e ∗θ ([d] e [θ]) e os velares ∗´g e ∗h ([γ] e [x]) foram “revividos” na forma de alofones espirantizados /d/, /t/, /g/ e /k/. O hebraico distingue 4 consoantes gutural, duas faringeas e uma voz (chamada de ‘). Como língua evoluiu, esta é a tendência para estas consoantes fracas, o desenvolvimento tem importantes consequências fonológicas secundárias. No Hebraico há duas nasais, bilabial = m e alveolar = n. Ele possui quatro aproximantes, todas vozes. Duas dessas são semivogais bilabiais e palatais /w/ e /y/. Os outros dois são líquidos; eles incluem / r /, uma consoante laminada, provavelmente percebido como um alveolar [r] ou uvular [r], e / l /, um líquido alveolar lateral.

                                                                Morfologia

 O hebraico bíblico é caracterizado por principalmente por raízes tricosonantais ou triradicais, isto é três consoantes muito comum nas Línguas Semíticas. As raízes biradicais contém duas consoantes. A raiz pode ser modificada para formar a palavra com um afixo, podendo ser um prefixo (antes da raiz), sufixo (depois da raiz) e infixo (dentro da raiz). Na Morfologia pronominal o Hebraico opera com cerca de cinco pronomes divididos em demonstrativo, interrogativo, indefinido, pessoal e relativo. Os Pronomes demonstrativos próximos são “isto, estes” e os de longe “que, aquele”. Estes podem ser ilustrado dessa maneira, zeh = Masculino Singular e o Feminino zo(‘)t pertencem ao demonstrativos próximos. Enquanto que o demonstrativo de longe são hû’ = masculino singular e o feminino hî’. O pronome relativo é invariável em gênero e número e participa mais da conjugação do que de um pronome. Ele é muitas vezes omitido na cláusula, tem do que vir outro pronome que indique o sujeito e o objeto em referência ao antecedento (Retrospectivo).

O pronome interrogativo é mî e mah é inflexo por gênero em número. Em comparação com o Semítico Comum “man”, no Hebraico “mi:y” é uma inovação compartilhada pelo Ugarítico (my) antigo Cananita (mi-ya) e Fenício (my). Por outro lado  e mah são usados como pronome indefinido no sentido de “quem”. Um exemplo é (Jz 7:3) mî yare’ wəhared yasob “Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se.”

O pronome pessoal ocorre de duas formas, independente e com sufixos pronominais. São inflexos para número, pessoa e gênero. Os pronomes pessoais independentes, servem como caso nominativo (como sujeito ou predicado nominativo), como por exemplo a Primeira Pessoa do Singular “anokî, ‘anî” e Plural anáhnnû. Os sufixos pronominais do substantivo serve como genitivo do pronome pessoal quando junto aos substantivos ou preposições.

                                                              Verbo

Os verbos são derivados de raízes de três consoantes, e sempre são fornecidos com afixos (prefixos, infixos e sufixos) que indicam a qual eles pertencem. Se é a “tronco verbal” composto pelas principais formações na Bíblia Hebraica como Qal, Niphal, Piel, Pual, Hithpael, Hiphil e Hophal. Ou conjugação particular, onde o Perfeito refere-se a eventos completos, Imperfeito a eventos incompletos, Imperativo ao comando direto da segunda pessoa e comando indireto na primeira pessoa e terceira pessoa. Jussivo ao comando indireto da terceira pessoa, Coortativo ao comando indireto da primeira pessoa, Construto Infinitivo expressa ação sem se referir ao tempo ou pessoa, Absoluto Infinitivo caracterizado pelo waw no final silábico e o Particípio sendo este um adjetivo verbal que funciona como um verbo, substantivo ou adjetivo., todas essas conjugações podem ser encontradas. E finalizando com a Características de congruência (pessoa, gênero, número) na conjugação. Nesse caso o perfeito e o imperfeito, sufixos e prefixos são usados para indicar a diferença na pessoa. Por exemplo a terceira pessoa do singular = ele no Plural = eles.  Nas Línguas Semíticas os verbos hebraicos têm um número diferente de padrões de tronco com uma diversidade de formas contrastando variações semânticas significativas em relação ao significado básico da raiz verbal.

                                            Hebraico entre as Línguas Semíticas

O hebraico compartilha mais semelhanças com as Línguas Cananitas (Amonita, Edomita e Moabita) do qual faz parte e consideravelmente com o Ugarítico especialmente na formas prefixal lqh. Há sem dúvidas um relacionamento mais próximo com o Ugarítico do que com o Árabe, ao passo de que este na Lexicografia é essencial para origem de palavras hebraicas. O hebraico compartilha com as Línguas Cananitas certas características fonológicas. A mudança Cananita /a/ para /o/. como atestado já nas Cartas de Amarna Século XIV a.C. Os Pronomes Hebraicos fazem distinção com m = masculino e n= feminino, enquanto que no Aramaico a distinção é gradualmente nivelada e “n” venha prevalecer. Em oposição ao Ugarítico e Fenício não possuem traços de antigas formas genitivas-acusativas do terceira pronome pessoal que sobrevive em Hebraico. Já o Acadiano tem trazido a lume novos significados como por exemplo (Dt 15:10) “metade, mishneh no Hebraico, no Acadiano “equivalente”

                                                             Dialetologia

Reconhece-se a muito tempo que o Hebraico Bíblico possui dialetos, sendo os mais comuns o Israeliano, Judaíta e Jerusalemita. O israeliano foi falado ao Norte de Israel (Reino de Samaria), e o Judaíta ao Sul (Reino de Judá) e Jerusalemita (Jerusalém) que dominou a região da Cidade de Davi. Outros “considerados” dialetos seria a língua da Inscrição de Mesa Século IX a.C., o Moabita tido como um dialeto norte do Hebraico. A questão da dialetologia até onde ela está inserida ou seja até onde é possível fazer uma identificação linguística do específico dialeto, varia muito, alguns veem especialmente até  Monarquia (como eu), outros seguindo Cyrus. H. Gordon veem até o Hebraico Bíblico Tardio.

Essas variações dialéticos do Hebraico podem ser devida ao fenomeno da Diglossia e ao Regionalismo. Embora há duras críticas contra a Dialetologia do Hebraico,[4] principalmente porque nosso testemunho epigráfico durante a Monarquia é relativamente pequeno, e pela suspeita da existência desses dialetos se talvez eram apenas modernizações posteriores de escribas. Porém, não há dúvidas de que existia um certo nível de multilinguismo devido não somente ao contato cultural o que possibilitou o surgimento desta variabilidade linguística no Hebraico,[5] mas a absorção de palavras estrangeira no contexto sócio linguístico da formação da monarquia Davídica. Exemplos inegáveis de uso dialetal aparece em (Oséias 4:18) verbo dar, baseado exclusivamente no vocabulário cognato do Ugarítico mgn, Fenício mgn, Púnico e Aramaico Palmireno (aqui substantivo). Sem dúvida, em Amós 8:1-2 está um dos casos mais famosos e discutidos por estudiosos, onde é revelado pelo jogo de palavra entre אֲנָךְ e קַיִץ quando discursa para a população do Reino do Norte. É sabido muito bem que foneticamente em  Judá (anak) era pronunciado como resultado da interferência do Acadiano (Annaku), ou seja o Judaíta é mais arcaico.  Enquanto que em Samaria a pronuncia era anōk, por influência dos dialetos cananitas.[6]

É lógico que o quadro linguístico de Canaã é extremamente extenso. Pois havia vários povos e várias línguas as quais alguns provavelmente produziram um dialeto híbrido pelo qual foi absorvido pelas tribos israelitas, semelhante com o Acadiano e o Cananita retratado nas Cartas de Amarna do Século XIV a.C.

                                                           Artigo

O artigo definido é -ha prefixado diretamente ao substantivo que determina “melek” rei, “hammélek” o Rei. E não há artigo indefinido no Hebraico. Porém a ideia indefinida se expressa pela ausência do artigo.

                                                           Preposições

A preposição é usada para unir ao substantivo sucessor ou pronome de palavras ou grupo de palavras. Há cerca de 3 tipos de preposição no Hebraico que não podem ficarem sozinhas (são inseparáveis) e são estas (/k/= como, /b/ = em e /l/ = para). A preposição expressa posição no tempo ou espaço ou qualquer relacionamento similar abstrato.

                                                           Léxico

O extenso campo lexical do Hebraico Bíblico é notável desde o Pentateuco até o fim da Bíblia Hebraica, e são representado pelas preferências do Léxico em Hebraico que são distinta de seus equivalentes Aramaico. Por exemplo o Hebraico v’ly e Aramaico v slq “ascender,” Hebraico vbw’ e Aramaico v’ll “entrar,” Hebraico v dbr e Aramaico v mll “falar. Muitas vezes o léxico transjordânio compartilha glosas entre a divisões cananitas. Por exemplo o Hebraico √ hyy versos Ugarítico-Fenício √ kwn “ser” (contraiu para) “ser firme” no Hebraico. No hebraico bíblico tardio há muitas palavras do Acadiano que vieram da Terminologia da Administração babilônica no 6 a.C.”iggéret” “carta” = egirtu (Neo-Babilônio), “middâ” “tributo” = mandattu (Neo-Babilônio) e “ségen” “prefeito” = sâknu (Neo-Babilônio)

Deve se compreender que na Perspectiva Cronológica de um estudo sobre o léxico do Hebraico, uma abordagem contextual nos ajuda muito em relação ao nível de empréstimos que outras línguas tiveram sobre o contexto lexical da Bíblia Hebraica. A exemplo do Aramaico que se torna a língua diplomática Século 8 a.C. e passa ser usado pelo Império Assírio ao lado do Acadiano, sem dúvidas a Sintaxe Aramaica absorveu muitos palavras do Vocabulário Acadiano em seu Léxico.

                                                  Conclusão

Sem dúvida há particularidades linguísticas e questões sintático-gramaticais que não foram discutidas, posso dizer que este foi um artigo review na gramática básica do Hebraico Bíblico, em outras assuntos podem ser aprofundados com a bibliografia que deixo abaixo. Consequentemente há muito material filológico derivado das Línguas Semíticas que podem nos ajudam nos próximos anos a abrir novos horizontes dessas questões no estudo linguístico do Hebraico.

                                              Bibliografia para consulta.

  • AUVRAY, Paul. Iniciação ao Hebraico Bíblico: Gramática Elementar, Textos Comentados, Vocabulário. Petrópolis: Vozes, 1997.
  • KELLEY, Page H. Hebraico Bíblico: Uma Gramática Introdutória. São Leopoldo: Sinodal, 1998.
  • MENDES, Paulo. Noções de Hebraico Bíblico. 2. ed. São Paulo: Vida Nova.
  • BROWN, Francis; DRIVER, Samuel R.; BRIGGS, Charles A. (eds.). The Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon. Peabody: Hendrickson, 1996. (Produzida por autoridades no Hebraico, e referência para o estudo do hebraico bíblico ao lado de Gesenius)
  • FRANCISCO, Edson de F. (trad.). Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português, vol. 1: Pentateuco. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012. (trad.). Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português, vol. 2: Profetas Anteriores. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2014. (Sem dúvida, o trabalho de referência em Língua Portuguesa produzida por um dos maiores hebraístas brasileiros).

Notas Bibliográficas

[1] Gesenius, W., & Tregelles, S. P. (1957). Gesenius’ Hebrew and Chaldee lexicon to the Old Testament scriptures. Grand Rapids: Eerdmans

[2] Bailey, Lloyd R. “Israelite ‘Ēl Šadday and Amorite Bêl Šadê.” Journal of Biblical Literature, vol. 87, no. 4, 1968, pp. 434–438.

[3] N. Waldman, The Recent Study of Hebrew: A Survey of the Literature with Selected Bibliography (Bibliographica Judaica 10; Cincinnati: Hebrew Union College Pres; Winona Lake, IN: Ensenbrauns, 1989.

[4] A observação de Na’ama Pat-El em nível sintático, morfológico, fonológico, lexical e metodológico é altamente válida, ver N. Pat-El Israelian Hebrew: A Re-Evaluation; Vetus Testamentum 67 (2017), 227-263. Embora eu continua a seguir Gary A. Rendsburg, eu não concordo que toda fraseologia estrangeira revelaria um dialeto do Hebraico. Ver Gary A. Rendsburg. Diglossia in Ancient Hebrew. American Oriental Series 72. New Haven: American Oriental Society, 1990.

[5] A variação dialética no Hebraico tem sido usado por estudiosos para descobrir as origens da tradição hebraica.

[6] Rendsburg, G. 2003. “A Comprehensive Guide to Israelian Hebrew: Grammar and Lexicon,” Orient (Tokyo).

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